O uso crescente de antibióticos na pecuária brasileira pode custar US$ 1,8 bilhão em exportações para a União Europeia. A UE retirou o Brasil da lista de exportadores e estabeleceu um prazo até o início de setembro para apresentar comprovação de uso racional de medicamentos veterinários.
Relatório da FAO divulgado recentemente aponta que o uso de antimicrobianos na pecuária mundial deve crescer 30% até 2040. A preocupação é com resistência antimicrobiana, decorrente do uso indiscriminado de antibióticos como promotores de crescimento.
Potenciais impactos e impactos regionais
As perdas globais na produção de pecuária poderiam chegar a US$ 318 bilhões até 2040, segundo o estudo. No Brasil, o bloqueio europeu é o desafio mais imediato, com projeções de prejuízos de até US$ 1,8 bilhão nas exportações para a UE.
As exportações brasileiras para o Reino Unido somaram US$ 380 milhões em 2025, e o país integra o grupo que requer rastreabilidade e biossegurança no uso de antimicrobianos. A América do Sul deverá responder por 20% do consumo mundial até 2040, segundo a FAO.
Medidas e prazos
O Brasil tem prazo até o início de setembro para apresentar à UE demonstrações de uso racional de medicamentos na pecuária, bem como sistemas de rastreabilidade e protocolos de biossegurança. A não conformidade pode levar à suspensão permanente das exportações para o bloco, consolidando os prejuízos potenciais.
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