O diretor-geral da ANM, Mauro Henrique Moreira Sousa, afirmou que ainda em 2026 a agência pretende realizar um novo Leilão de Áreas em Disponibilidade, apesar do bloqueio orçamentário que afeta serviços e capacidade operacional. Hoje, a ANM aponta 17.000 áreas aptas para concessão.
A decisão depende de alinhamento entre os sistemas da ANM e da B3, responsável pela condução dos leilões. Houve incompatibilidade tecnológica que impediu o avanço do certame. Em 2025, mudanças foram necessárias na área de tecnologia da informação, agravando o atraso.
A parceria com a B3 prevê inicialmente a oferta de 7.000 áreas, sujeita à depuração de dados e à integração dos sistemas. O objetivo a longo prazo é realizar pelo menos três leilões de 7.000 áreas nos próximos dois anos de contrato.
Segundo o diretor, o contingenciamento de aproximadamente 22 milhões de reais no orçamento pode frear o processo, mas a direção da ANM mantém o objetivo institucional de promover o leilão ainda neste ano.
O contexto é de ajuste financeiro após cortes que atingiram a regulação e o planejamento de vistorias e processos minerários. A ANM avalia impactos operacionais e destaca a importância do certame para o mercado e para a sociedade.
No período, a agência reforça que a aprovação depende não apenas de recursos, mas da consolidação técnica entre suas plataformas e as da B3, para evitar falhas e questionamentos durante as fases de leilão.
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