Azul, Latam, GOL e Abaeté formalizaram ao Ministério de Portos e Aeroportos o acesso às linhas de crédito do Fnac. A etapa administrativa foi concluída nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, com a aprovação das resoluções do Comitê Gestor que definiram valores e contrapartidas.
O financiamento, operado pelo BNDES, terá um teto de 5,5 bilhões de reais para 2026. O governo afirma que a medida busca reduzir custos do setor e manter a operação estável diante da pressão econômica enfrentada pelas companhias aéreas.
Além da linha regional, há metas obrigatórias de expansão na Amazônia Legal e no Nordeste. As empresas podem cumprir por aumento proporcional de 15% nas frequências ou por cota mínima de 17,5% de decolagens nesses mercados. Prazo: 24 meses para cumprir, com manutenção da malha regional por pelo menos 1 ano.
Regras de sustentabilidade
O pacote prevê contrapartidas ambientais e de governança. As empresas deverão aderir ao Pacto pela Sustentabilidade, adotar práticas ESG e ampliar o uso de SAF produzido no Brasil, buscando reduzir emissões de CO₂ acima das metas legais. Durante o período de carência, não há distribuição de lucros aos acionistas.
O rateio do Fnac estabelece limites conforme o porte da empresa. Líderes de mercado com mais de 5% do tráfego nacional (Azul, Latam e GOL) podem captar até 1,8 bilhão de reais cada. Companhias menores, como a Abaeté, têm limite de até 166 milhões de reais.
Condições financeiras e prazos
O BNDES disponibilizará o dinheiro em até sete modalidades de financiamento, cobrindo desde capital de giro e manutenção de turbinas até a compra de aeronaves e investimentos logísticos. As taxas de juros são definidas pela equipe econômica conforme a finalidade do contrato.
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