A China viu suas exportações avançarem em maio, impulsionadas pela demanda por chips, automóveis e outros itens de alta tecnologia ligados ao boom global da IA. O contexto inclui turbulência no Oriente Médio e choques nos preços da energia, que pesam sobre a demanda geral.
Segundo dados da alfândega divulgados nesta terça-feira, as exportações cresceram 19,4% em maio ante o mesmo mês de 2024, em valor em dólares. O resultado ficou acima da alta de 14,1% de abril e da previsão de economists de 15%.
As importações também tiveram alta expressiva, subindo 27,4% na comparação anual, ante 25,3% em abril. O movimento indica aquecimento da demanda por insumos e bens de capital, mesmo com pressões de custo.
O relatório cita fortes ganhos em linhas de alta tecnologia. Os preços de memória de chips subiram cerca de 20% em relação a abril, ajudando o crescimento das exportações de circuitos integrados para 111% no mês. As exportações de equipamentos de processamento de dados dispararam 66,1%.
Produtos de alta tecnologia avançaram 50,9% em maio, enquanto as remessas de automóveis cresceram 39%. Analistas apontam que o impulso da IA sustenta a produção de semicondutores e eletrônicos avançados, alavancando o desempenho externo da China.
Apesar do viés positiva, há sinais de freio em outros setores. As exportações de móveis cresceram apenas 1,9% no mês, comparado a Maio de 2024, e remessas de brinquedos recuaram 7% enquanto as de calçados caíram 10,4%.
A depender do cenário energético global, a atenção permanece na relação entre custo de energia, estoques e demanda externa. Observa-se acumulo de estoques em alguns segmentos diante de custos maiores de energia, com compradores estrangeiros ajustando seus estoques frente a um eventual cessar-fogo no Irã.
O setor de IA continua apontando potencial para a China, com o impacto dos chips reconfigurando o panorama comercial e fortalecendo a posição do país no fornecimento de componentes para centros de dados e dispositivos eletrônicos.
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