Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crescimento da gastronomia britânica entra em baixa: por quê?

Fechamentos de restaurantes premiados aumentam no Reino Unido diante da inflação de alimentos, elevações de impostos e tarifas de operação

Composite: Guardian Design; Wladimir Bulgar; Medesulda; Boris Zhitkov; Noe Gonzalez/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00

O setor de restaurants do Reino Unido vive um momento de tensão. Em 2026, o ritmo de fechamento de estabelecimentos se manteve alto, especialmente entre os restaurantes com estrelas Michelin. Em Londres, 24 de 112 restaurantes com estrelas já fecharam desde 2021.

Na prática, restaurantes de alto nível reportam perdas intensas. O caso recente do Restaurant 104, em West London, ilustra a mudança: após sete anos, o proprietário decidiu encerrar as atividades por pressão financeira crescente, com custos fixos como taxas e impostos superando as receitas.

O que aconteceu, então, envolve dificuldades contínuas de caixa para negócios de hospitalidade, mesmo quando a demanda permanece estável. A alta de custos operacionais, aliada à retirada de benefícios fiscais anteriores, reduz margens de lucro e obriga negócios a deixar a atividade.

Quem está envolvido inclui chefs e proprietários com experiência consolidada, de Londres a regiões fora da capital. Richard Wilkins, chef com passagem por Gordon Ramsay, encerrou o Restaurante 104. Harriet Mansell fechou Lilac, em Lyme Regis, citando aumento de custos e estresse como fatores decisivos.

Quando isso ocorreu: o fechamento de Restaurant 104 ocorreu no final de abril; Lilac encerrou atividades no meio do ano. País inteiro sente o impacto, com relatos de fechamentos diários de sites de hospitalidade no primeiro trimestre de 2026.

Onde tudo acontece: o recorte envolve Londres, outras regiões da Inglaterra e, por extensão, o conjunto do Reino Unido. O fenômeno não é restrito a capitais, mas é mais visível nas áreas com maior densidade de restaurantes premium.

Por quê: a explicação passa por ajustes fiscais, inflação de alimentos, energia, mão de obra e tarifas. A redução temporária de VAT durante a pandemia foi revertida, e o apoio recente para refeições infantis não parece suficiente para reverter a queda de demanda.

O retrato é misto. Enquanto alguns restaurantes permanecem abertos e até expandem, como redes conceituadas que mantêm clientela exigente, muitos relatam margens negativas ou próximas disso. A crítica é de que a recuperação econômica não chegou aos custos do dia a dia do negócio.

Leituras de especialistas indicam que o setor opera em uma área de risco, onde receitas precisam crescer para cobrir despesas. O discurso de gestores aponta para a necessidade de medidas públicas mais amplas, incluindo ajustes de impostos que facilitem a competitividade sem sacrificar qualidade.

Casos positivos também aparecem. Alguns chefs, com histórico de sucesso, afirmam que certos mercados continuam aquecidos, especialmente determinados tipos de culinária. Mesmo assim, a visão geral revela um setor sensível a políticas públicas, custos e demanda de consumidores.

No conjunto, a narrativa sugere uma indústria em transição: de um boom gastronômico para um ambiente de maior contenção de gastos. Restaurantes buscam equilibrar qualidade, custos e previsibilidade para não comprometer a experiência e a tradição culinária britânicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais