O Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou a falência da Teka, anunciando a continuidade da recuperação judicial iniciada em 2012. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara de Direito Comercial, por 3 votos a 0, com base em laudo da Grant Thornton entregue no fim de 2025. A medida permite liberar cerca de R$ 18 milhões em contas judiciais para pagamento de direitos trabalhistas.
A Teka, fabricante de artigos de cama, mesa e banho com atuação consolidada na América Latina, havia entrado com o pedido de recuperação em outubro de 2012, diante de uma dívida inicialmente estimada em R$ 780 milhões. Desde então, o processo passou por diversas mudanças de gestão e de estruturas judiciais, sem ainda ter uma assembleia de credores para aprovar o plano.
Segundo o CEO Rogério Marques, a dívida atual fica em torno de R$ 500 milhões, distanciando-se do valor contábil divulgado anteriormente. Ele aponta que tributos federais já caíram de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões, e os débitos de ICMS tiveram reduções expressivas em São Paulo e Santa Catarina.
Marques afirma que a Teka mantém planos de recuperação e aposta em crescimento. Em paralelo, o grupo tem a Teka Trading, empresa que não está em recuperação judicial e pode participar de licitações. A empresa registrou faturamento de R$ 476 milhões em 2025 e projeta alta de 15% para 2026, com receita prevista acima de R$ 550 milhões.
Ainda não houve uma assembleia de credores para aprovar o plano de recuperação, segundo o executivo. Ele diz que o encontro pode ocorrer nos próximos dois meses, após a decisão do TJSC. A empresa ressalta que a recuperação continua como caminho viável para manter a operação.
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