Kalshi mantém interesse no mercado brasileiro e busca um diálogo construtivo com o governo para reverter a decisão que proibiu sua operação no país. A cofundadora Luana Lopes Lara sinaliza que o plano A é atuar de forma legalizada e regulada onde estiver, enfatizando o objetivo educacional sobre mercados preditivos em oposição a casas de apostas. A declaração foi dada à Bloomberg Línea durante a abertura do Web Summit Rio 2026, na segunda-feira (8).
Segundo ela, a proibição não altera o objetivo da empresa de chegar ao varejo com produtos regulados, destacando que a Kalshi pretende seguir em conformidade com as regras locais. Lara afirmou que o desafio educacional é mostrar como os mercados preditivos podem beneficiar a população, quando bem regulados.
No radar dos mercados
Os futuros das ações dos EUA operam em alta nesta terça-feira, com investidores retomando apostas em IA e reduzindo temores geopolíticos após quedas no petróleo. Enquanto isso, o novo presidente da CVM, Otto Lobo, iniciou mudanças na autarquia, dispensando sete superintendentes e assessores para readequar áreas de gestão, tecnologia e planejamento.
A Vale informou que a demanda por metais permanece resistente, com o CEO Gustavo Pimenta destacando, em entrevista à Bloomberg Television, uma elevação de US$ 1,5 bilhão na projeção de fluxo de caixa livre do segmento de minério de ferro, mesmo diante de tensões geopolíticas.
Na política externa da região, o Peru vive impasse na eleição presidencial, com o candidato Roberto Sánchez liderando por pouco menos de 30 mil votos na ponta de Keiko Fujimori. Analistas apontam que votos no exterior podem alterar o resultado, que tem apuração prevista para se estender até julho.
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