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LinkedIn não mede sucesso por cliques, diz diretor-geral

LinkedIn Brasil chega a mais de 100 milhões de usuários; Beck diz que sucesso é o impacto, não cliques, com IA e networking como motores

No LinkedIn desde 2012, Milton Beck lidera as operações da rede na América Latina e na África há uma década
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Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina e África, afirma que o sucesso da plataforma não se mede por cliques, mas pelo impacto entre usuários. Ele revela que a rede já soma mais de 100 milhões de brasileiros e que a IA está redefinindo o ambiente profissional.

Beck, engenheiro mecânico pela USP, atua no LinkedIn desde 2012. Em 10 anos, conduz operações no Brasil, país que hoje é o terceiro maior mercado global da empresa. Ele lembra que a plataforma nasceu como uma ferramenta de empregos e evoluiu para desenvolvimento profissional.

A expansão ocorreu com a diversificação de perfis, indo além da média gerência do Sudeste. Hoje, profissionais de diversas áreas, de jovens a executivos, usam a rede para networking e visibilidade. Mais de 300 intérpretes de Papai Noel também constam no perfil brasileiro.

Perfil do executivo

Beck destaca que o LinkedIn prioriza relevância sobre alcance. Ao contrário de outras redes, o foco é o conteúdo que agrega à comunidade, não o número de seguidores. Mesmo com menos engajamento, valor associado a nichos pode ser maior que viralidade genérica.

Segundo ele, 42% dos usuários já utilizam IA diariamente. A chegada da IA aumenta a produtividade, mas gera ansiedade sobre o impacto no trabalho. A aposta é em perguntas certeiras e análise crítica para manter diferencial humano.

No Brasil, Beck afirma que não houve demissões ligadas à substituição por IA. O que se observa é redirecionamento de investimentos globais em infraestrutura e data centers para IA, com retorno a médio e longo prazo.

IA e o futuro do trabalho

O LinkedIn utiliza IA para tarefas internas, como sumarização de reuniões e gestão de mensagens. Na publicidade, a IA orienta campanhas; no recrutamento, facilita triagens e comunicações com candidatos.

Sobre conteúdos criados por IA, o executivo diz que o algoritmo reduz alcance de posts artificiais e sem valor. Autenticidade aparece quando usuários mostram presença real, com vídeos simples e mensagens que interessam à comunidade.

Beck comenta ainda a presença da Geração Z na plataforma. Jovens entram buscando empresas de interesse e líderes que os inspirem, adotando consumo de vídeo mais rápido, mas entendendo que carreira envolve construção gradual e qualidade de conteúdo.

Para quem está começando, o caminho é ter um perfil completo e confiável, seguir empresas desejadas e construir networking com consistência. Segundo ele, a prática correta de networking é baseada em trocas reais e reputação, não em mensagens invasivas.

O executivo relembra sua trajetória: formado em engenharia, passou pela área técnica, computação gráfica e acabou na área comercial, após 13 anos na Microsoft. O LinkedIn o chamou quando operava em uma sala modesta no Brasil.

Entre as lições para futuras lideranças, Beck enfatiza a importância do aprendizado contínuo e da ética no dia a dia. Segundo ele, ações consistentes, mesmo quando ninguém observa, definem a confiabilidade profissional.

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