Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Novo pedido de CPI do Master incluiria mais um banco, gerando embate na CAE

Nova requisição de CPI sobre o Master provoca choque entre Renan Calheiros e Eudócia Caldas na CAE, com discussões sobre BMG, consignados e proteção aos aposentados

Senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
0:00
Carregando...
0:00

Um novo pedido de CPI envolvendo o Banco Master provocou um intenso debate entre senadores na CAE, nesta terça-feira (9). A discussão ocorreu durante audiência pública com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O objetivo é investigar irregularidades associadas ao Master e a operações com outros bancos.

O banco distrital passa por crise após negócios com o banco de Daniel Vorcaro, liquidado pelo BC no ano anterior e alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de fraude. A reunião ocorreu na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Conflito entre aliados alagoanos

Durante a sessão, Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE, e Eudócia Caldas (PSDB-AL) travaram ataque e defesa sobre o tema, com acenos a uma possível CPI que abrangeria o Master e o BMG. O embate envolve, ainda, o interesse de aprofundar investigações sobre consignados de aposentados.

A pauta envolve investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Master. Renan apresentou um projeto de lei para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recursos de regimes próprios de previdência que investiram no Master.

Eudócia rebateu, afirmando que a iniciativa favorece o Master, ao defender o pagamento de rombos pelo FGC, em vez de proteger os aposentados. A senadora alegou que o adversário atua como defensor do banco envolvido na operação.

Renan, por sua vez, defendeu a proteção aos aposentados, assegurando que as vítimas serão ressarcidas, independentemente de quem cometeu eventuais irregularidades. Alega que não há prejulgamento, apenas medidas para recompor perdas.

Sobre o desfecho, o BMG informou, por meio de nota, que não vai se manifestar sobre o assunto. Não houve confirmação de novas datas para atos da CAE nem de novas sessões sobre o tema.

O que está em jogo é a avaliação de medidas de responsabilização e de salvaguardas para investidores públicos, além do possível alargamento de uma CPI que envolva o Master e o BMG. A CAE segue acompanhando o caso e discutindo caminhos para esclarecer as operações questionadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais