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Pax levanta US$ 40 milhões para IA na segurança pública

Pax levanta US$ 40 milhões em seed para IA de segurança pública; em Luziânia, redução de 27% de crimes violentos e aumento de 59% na sensação de segurança

Foto: Bruno Dias / DINO
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A Pax, startup brasileira de IA para segurança pública, captou US$ 40 milhões em rodada seed, liderada pelos fundos Greenoaks e Benchmark. A operação posiciona a empresa entre as maiores captações do estágio na América Latina e a maior do Brasil.

A companhia atuava anteriormente sob o nome Paladium, com foco em validar sua tecnologia. Hoje, a marca Pax simboliza a missão de contribuir para a paz e a segurança pública em tempo real.

Em Luziânia, Goiás, a primeira implantação em larga escala ocorreu quando ainda era Paladium. Nas seis meses iniciais, houve redução de 27% em crimes violentos, aumento da efetividade policial e melhora de 59% na percepção de segurança entre a população.

Expansão e impacto

Ao longo do último ano, forças de segurança que utilizam a Pax esclareceram mais de 2.000 crimes, incluindo homicídios, roubos a mão armada e furtos de veículos, em mais de 30 cidades brasileiras. O sistema integra câmeras, boletins e dados do dia a dia em uma rede de inteligência.

A plataforma organiza dados do mundo real em tempo real, gerando pistas e alertas com registro de consultas e acesso identificado, promovendo transparência e auditoria.

O que há por trás do investimento

Entre os investidores, a Greenoaks já apoiou Coupang, Brex, Revolut e Anthropic, enquanto a Benchmark tem portfólio como Uber, eBay, Instagram e Snap. Os executivos ressaltam que a solução pode ampliar a eficiência policial e acelerar a tomada de decisão.

A Pax foi fundada por profissionais com experiência em tecnologia e gestão, incluindo integrantes com passagem por Stanford, Harvard, MIT, ITA e USP, que retornaram ao Brasil para desenvolver a plataforma.

Contexto regional e perspectivas

A atuação da Pax ocorre em um momento em que governos da região buscam tecnologia para melhorar investigações. A startup destaca que a vigilância em tempo real e a rastreabilidade de dados podem fortalecer a resposta policial sem comprometer a transparência.

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