O mercado segurador brasileiro está em alerta diante do potencial El Niño, que pode provocar secas no Norte e Nordeste e chuvas intensas no Centro-Oeste e Sul. A possibilidade de aumento de sinistros pode desafiar as cadeias de proteção já existentes e expor lacunas de cobertura.
Patricia Chacon, CEO da Porto Seguro, afirma que não é aceitável que pessoas fiquem desprotegidas diante de eventos climáticos fortes. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, ela reforça a necessidade de contratar seguro, especialmente nas regiões Centro e Sul.
A executiva aponta que mudanças climáticas já impactam modelos de precificação e novos produtos. A Porto monitora previsões meteorológicas e prepara equipes antes de eventos, com precificação por CEP considerando riscos como alagamentos e vendavais.
O que está em jogo
Segundo Chacon, menos de 20% das residências no Brasil têm seguro, o que revela uma lacuna de proteção diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos. A empresa foca ainda no aumento da adesão em automóveis e vida.
O El Niño é visto como um risco de ondas de calor, seca no Nordeste e chuvas no Centro-Sul. A seguradora utiliza modelos de risco e resseguro para manter o balanço estável, diante de grandes catástrofes.
Mercado automotivo e inovação
A Porto, líder setorial com 27% de participação, afirma ter passado a oferecer produtos para veículos elétricos e híbridos, com parceria com marcas específicas. A empresa destaca uma esteira de atendimento especializada para esse segmento.
Em termos de desempenho, a seguradora registrou crescimento no automóvel no primeiro trimestre, com aumento de 3% nos prêmios e 6,3 milhões de clientes segurados, maior marca da história da empresa.
Prioridades para este ano
No conjunto de ramos elementares (residência e empresarial) houve alta de 13% no 1º trimestre. Em vida, o crescimento foi de 12%. A Porto aponta equilíbrio entre estabilidade, crescimento e qualidade como meta contínua.
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