O petróleo recuou após a trégua anunciada entre Israel e Irã na segunda-feira, 8 de junho, influenciando o mercado global. A queda ocorreu apesar de bombardeios recentes no Líbano e no Irã, que mantêm a tensão regional. O movimento foi visto como resposta à possibilidade de redução de riscos imediatos.
O barril Brent operava perto de 91,57 dólares, queda de 2,84% por volta das 10h45 (horário de Brasília). O contrato de agosto registrou desvalorização ao longo da sessão, refletindo o cenário de menor demanda especulativa no curto prazo. O WTI, nos Estados Unidos, caía 2,92%, para 88,63 dólares.
A trégua foi anunciada horas após novos ataques entre Israel e grupos próximos ao Irã, elevando temporariamente os preços. No entanto, a reversão do choque inicial ajudou a reduzir lesões ao mercado, mantendo o petróleo em território de baixa ao longo do dia.
Paralelamente, ataques ao sul do Líbano, com atuação de aliados do Irã, continuaram. Autoridades iranianas sinalizaram a possibilidade de retomar ataques a Israel caso o acordo de cessar-fogo não seja cumprido por todas as partes. O cenário geopolítico segue instável.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu novamente o fim imediato dos ataques e o respeito ao cessar-fogo em Gaza, no Líbano e no Irã, enfatizando a urgência de contenção. A posição reforça a pressão internacional por desescalar a região.
Nesta terça-feira, Donald Trump informou que dois tripulantes de um helicóptero militar dos EUA estavam bem após a queda do veículo no estreito de Hormuz. Não ficou claro se a aeronave foi atingida ou se houve falha técnica. Um relatório sobre o ocorrido seria divulgado.
Trump mencionou, sem detalhes, a possibilidade de uma ideia de acordo com o Irã em alguns dias. O foco do governo americano continua a exigir garantias de não desenvolvimento de arma nuclear pelo Irã, além da liberação de ativos congelados e reconhecimento de controle sobre Hormuz.
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