A produção de aviões executivos da Embraer caiu 45% desde 2021, segundo o CEO da empresa, Francisco Gomes Neto. O recuo é atribuído ao foco em ampliar a capacidade produtiva e à maior linearidade nas entregas.
Entre os segmentos, os aviões de defesa tiveram queda de 34% no tempo de produção, enquanto os comerciais recuaram 28%. Gomes Neto destacou que a mudança contribui para maior eficiência na operação.
No caso dos executivos, o modelo Preator passou de 17 meses para 8,5 meses, segundo o executivo. A Embraer afirmou que está produzindo o dobro de aeronaves com a mesma infraestrutura.
Desenho da produção e entregas
A empresa também enfatizou o atual esforço para nivelar as entregas ao longo do ano, reduzindo a concentração no segundo semestre. A expectativa é de melhoria em 2026, com maior regularidade entre produção e entregas.
Ainda conforme o CEO, a Embraer tem enfrentado desafios na cadeia de suprimentos, mas trabalha com fornecedores em estreita colaboração para minimizar impactos. A estratégia de produção distribuída vem sendo mantida.
Perspectivas para 2026 e 2027
As projeções operacionais para 2026 mantêm-se, incluindo a faixa de 80 a 85 aeronaves comerciais entregues até dezembro e entre 160 e 170 aviões executivos. As estimativas financeiras apontam receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões.
A margem EBITDA ajustada deve ficar entre 8,7% e 9,3%, com fluxo de caixa livre ajustado, excluindo Eve, em US$ 200 milhões ou mais no ano. A direção manifestou confiança na obtenção dos resultados projetados.
A repórter acompanhou o evento a convite da Embraer, realizado em São José dos Campos.
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