O petróleo fechou em alta moderada ontem, após nova rodada de ataques entre Irã e Israel. O Brent subiu 1,3% para US$ 94,25 o barril, e o WTI avançou 0,8% para US$ 91,30, ainda abaixo da máxima intraday. A volatilidade foi causada pela escalada recente, que elevou o prêmio de risco no mercado.
A trégua foi anunciada após pressão direta do presidente dos EUA, Donald Trump. O Irã suspendeu operações militares contra Israel, avaliando a resposta como suficiente por ora; em seguida, autoridades israelenses também interromperam ataques ao território iraniano. O mercado viu a pausa como redução do risco de guerra regional, mas manter a fragilidade por condicionantes iranianos com relação ao Líbano e ao Hezbollah.
Trégua e impactos no petróleo
A leitura de pausa levou a uma queda do prêmio de risco, embora os preços não tenham retornado aos níveis pré-conflito. Analistas veem a trégua como temporária e sujeita a novas escaladas caso não haja desfecho definitivo.
Balança comercial dos EUA em foco
O Departamento de Comércio dos EUA divulga hoje a balança de bens e serviços de abril. O mercado projeta déficit de US$ 56,1 bilhões, abaixo dos US$ 60,3 bilhões de março e do menor déficit do ano até aqui. Dados preliminares de bens apontam déficit de US$ 82,4 bilhões em abril, frente a US$ 86,5 bilhões esperados.
A balança mede exportações menos importações. Quedas no déficit tendem a impulsionar o PIB no trimestre; aumentos, o contrário. Em 2026, o comércio externo americano tem mostrado volatilidade, influenciado por efeitos de tarifas nacionais.
Câmbio e bolsa
Dólar encerrou a 5,180 reais, alta de 0,45%. A B3, índice Ibovespa, caiu 0,21%, aos 168.668,72 pontos.
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