A XP Investimentos revisou suas projeções de inflação e alerta investidores sobre um cenário persistente de alta. O IPCA deve encerrar 2026 em 5,5%, acima da meta de 4,5%. Para 2027, a XP elevou a previsão de 4,0% para 4,2%. A casa recomenda maior seletividade em ativos.
A instituição aponta juros elevados, rendimentos atrativos diários e spreads ajustados como fatores que mantêm a escolha de ativos no centro das carteiras. O objetivo é calibrar riscos com foco em ganhos reais.
Para a política monetária, a XP espera que o Copom adote cautela diante da inflação. A projeção é de dois cortes adicionais de 0,25 p.p. na Selic, com a taxa chegando a 14% ao ano em 2026, antes de uma revisão da etapa seguinte.
Caso haja cenário mais conservador, a XP admite Selic em 14,25% ou manutenção dos 14,50%. A avaliação afirma que a valorização do real ante o dólar oferece espaço para cortes, ainda que não resolva o problema inflacionário.
O IPCA continua pressionado por fatores globais de custo e pela atividade econômica interna. Bens industrializados devem ter inflação revisada de 3,8% para 4,4% em 2026, com ajuste para 2027 em 4,2%.
Alimentos devem pressionar o índice, segundo a XP. A projeção é de 7,2% em 2026 e 6,1% em 2027, impactados pelo El Niño e pela base de comparação mais baixa.
A inflação de serviços permanece elevada, sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e pela demanda doméstica. A XP mantém a expectativa de 6% para 2026, caindo para próximo de 5% em 2027.
A instituição também revisou a inflação de combustíveis, destacando estabilização dos preços internacionais e medidas governamentais. A oferta de etanol e políticas públicas ajudam a conter a gasolina.
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