Europa mantém abertura estável diante da escalada de tensões no Oriente Médio, com futuros de ações pouco oscillando e petróleo em alta modesta. O cenário global acompanha ataques entre EUA e Irã segundo relatos da imprensa, enquanto o petróleo sobe.
As bolsas asiáticas registraram quedas, com o Nikkei perdendo quase 1% e o Kospi caindo cerca de 2%. Nos EUA, o dia anterior fechou em baixa após o avanço tecnológico perder impulso, às vésperas de dados de inflação que devem revelar impactos do conflito.
O petróleo avança 0,6%, negociando perto de US$ 92 o barril, após recuo anterior ligado a ataques. Analistas veem risco geopolítico como fator de volatilidade, mas mantêm expectativa de que o Brent siga acima de US$ 90 enquanto não houver interrupção de fornecimento.
Perspectivas de inflação e cenários de política monetária
Investidores aguardam o índice de preços ao consumidor dos EUA, com previsão de alta de cerca de 4,2% nos 12 meses até maio. Dados melhores de empregos anteriores alimentaram apostas por alta de juros, ainda que limitada.
A dúvida sobre a atuação da Federal Reserve aumenta diante do petróleo em alta e de possíveis impactos na inflação. Especialistas ressaltam que um choque de oferta pode limitar movimentos agressivos de política monetária.
Comércio, câmbio e impactos regionais
O euro oscila em torno de US$ 1,1537; a libra, US$ 1,337; o dólar mantém firmeza frente ao iene, que encerrou perto de 160,38 por dólar. Em mercados emergentes, o Banco da Indonésia elevou a taxa de juros em decisão inesperada para conter a rupia.
Dados de inflação no Japão mostram pressão ascendente, reforçando a probabilidade de novas altas de juros por parte do Banco do Japão. A reunião de política monetária ocorre em 16 de junho, com expectativa de ajustes adicionais.
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