O fundo Verde, da gestora de Luis Stuhlberger, zerou as posições em real e reforçou a leitura de que os mercados voltaram a apostar no chamado “excepcionalismo americano”. A comunicação foi feita por meio de uma carta publicada hoje, 10, pela casa. O objetivo é explicar que o fluxo de capital externo tem favorecido o dólar e pressionado ativos locais.
A gestora aponta que a resiliência da economia dos Estados Unidos, a possibilidade de novas altas de juros pelo Fed e a expansão do ecossistema de inteligência artificial têm impulsionado ações ligadas a semicondutores e capacidade computacional. Segundo o Verde, esse cenário recolocou os ativos dos EUA no centro das atenções globais.
A leitura também ajuda a entender a deterioração recente dos ativos brasileiros. A casa cita a queda de 7,2% do Ibovespa em maio e a reprecificação dos juros futuros, que passaram a incorporar expectativas de altas da taxa básica nos próximos meses.
Estrutura da carteira e movimento recente
No conjunto da carteira, o fundo manteve exposição a ações no Brasil e no exterior, zerou completamente a posição em real, manteve posição em ouro e elevou de forma pontual a alocação em prata. A gestão também substituiu posições ligadas à inflação americana por apostas em juros reais nos Estados Unidos.
Desempenho recente
O Verde FIF CIC Multimercado registrou retorno de 0,33% em maio, abaixo do CDI, que rendeu 1,07%. No acumulado de 2026, o fundo acumula alta de 7,76%, acima dos 5,66% do indicador de referência.
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