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Inflação dos EUA acelera para 4,2% em maio, com pressão do petróleo

Inflação dos EUA acelera para 4,2% em maio, pressionada pela energia; núcleo permanece moderado, mantendo dúvidas sobre cortes de juros pelo Fed

Foto: Gerada por IA
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A inflação dos Estados Unidos acelerou em maio, com o CPI passando de 3,8% para 4,2% em 12 meses. O avanço foi puxado pela energia, diante da alta dos combustíveis e de tensões no Oriente Médio, elevando a preocupação com o efeito do petróleo sobre a inflação global.

Apesar do choque no índice total, o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, registrou alta mais moderada, sugerindo que o repique está concentrado nos preços de energia. Moradia mostrou desaceleração, e alguns itens de bens se mantiveram estáveis ou recuaram.

O resultado é observado pelo Federal Reserve, que acompanha de perto o comportamento da inflação para decidir sobre juros. A leitura alimenta o debate sobre a natureza temporária do choque de petróleo versus uma tendência de alta mais persistente.

Analistas destacam que o peso da energia explica grande parte do movimento. O índice de energia subiu fortemente, elevando o custo de combustível e impactando itens ligados a commodities, como gasolina, em forte alta no acumulado anual.

Entre especialistas, a leitura de maio sugere espaço limitado para cortes de juros no curto prazo, ainda que haja sinais de tranquilização em outras linhas do CPI. A orientação do Fed dependerá de como evolui o choque energético e a normalização das rotas de abastecimento.

Segundo o estrategista Gustavo Cruz, a inflação em maio reflete principalmente o impacto da guerra sobre o preço de energia. Ele aponta que a energia registrou alta de 23% em 12 meses, com gasolina subindo 40% no ano e 7% em maio.

Cruz afirma que, sem resolução do conflito e com as rotas de abastecimento ainda instáveis, a pressão sobre commodities pode continuar. Isso pode dificultar cortes de juros e gerar preocupação para setores como automotivo e aviação.

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