A QI Tech, unicórnio brasileira de infraestrutura para serviços financeiros, projeta entrar na Nasdaq ainda em 2025. A empresa mira um IPO global com um valuation alvo de cerca de US$ 15 bilhões, apoiada por uma ofensiva de aquisições no montante de até R$ 4 bilhões.
A estratégia combina crescimento orgânico e inorgânico para acelerar a jornada de listagem. O objetivo é manter margens robustas: EBITDA acima de 50% e margem líquida próxima de 45%, com faturamento estimado em torno de R$ 2 bilhões.
Oito meses após se tornar unicórnio, a QI Tech segue ampliando o portfólio com foco em seguros e financiamento, preparando a estrutura regulatória para uma seguradora e fortalecendo a atuação em BaaS e Lending as a Service.
Avanço em seguros e financiamento
A companhia planeja avançar no setor de seguros, após movimentar prêmios de cerca de R$ 240 milhões com parceiros. A estrutura já está montada e a empresa está em trâmites finais para obter licença da Susep.
O foco inicial fica em seguros de menor tíquete, integrados à jornada de clientes corporativos como Vivo e 99, com produtos como seguro prestamista e residencial. A estratégia busca diversificar fontes de receita.
Outra vertente de crescimento envolve financiamento automotivo. A QI Tech pretende oferecer plataforma white label para concessionárias, com simulações e crédito com garantia automotiva em até 10 minutos, para competir com bancos tradicionais e digitais.
Há negociação em andamento para uma aquisição que fortalecerá a área de seguros, mantendo a decisão de desenvolver as operações internamente. As novas verticais devem responder por 15% a 20% do negócio a longo prazo.
Plano de R$ 4 bilhões
No plano de IPO, a empresa pretende realizar pelo menos três operações de M&A até o fim do ano, visando consolidar ativos de grande, médio e pequeno porte. O objetivo é ampliar infraestrutura, custódia de FIDCs e DTVMs independentes.
As companhias-alvo devem somar entre R$ 300 milhões e 500 milhões em EBITDA, segundo o cofundador. A QI Tech já realizou três aquisições desde 2018, sendo a mais recente a Singulare, em 2023.
Para financiar as aquisições, a empresa dispõe de R$ 4 bilhões, com caixa próprio de R$ 1 bilhão e acesso a R$ 2 bilhões em linhas adicionais. O restante deve vir via troca de ações, conforme a estratégia de alinhamento de longo prazo.
A gestão afirma que a utilização de equity favorece a integração com os fundadores das empresas adquiridas, com prazo estimado de até 18 meses por ativo. A expansão atual é impulsionada por grandes plataformas de e-commerce e redes sociais que atuam no Brasil, incluindo Shopee e TikTok.
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