Ao longo do século 20, o Brasil investiu na industrialização para alcançar o status de país desenvolvido. Políticas de substituição de importações, subsídios e financiamento público expandiram o parque industrial e o crédito. O desempenho elevou o PIB e avançou o setor de serviços e a agropecuária.
No entanto, décadas depois, surgem questionamentos sobre o alcance desse objetivo. A qualidade de vida da maioria não acompanha padrões de Estados Unidos, Europa Ocidental e Canadá, e o Brasil não atingiu fluxos de mercado internacional plenamente vantajosos.
O estudo analisa que, no século 21, a economia depende de fatores mais complexos. Condicionantes conjunturais como equilíbrio fiscal, inflação e contas externas aparecem, mas também há limitações estruturais: educação básica, desigualdade, poupança interna, pesquisa e infraestrutura.
A taxa de investimento brasileiro ficou em 16,8% do PIB em 2025, abaixo da média mundial e da América Latina. Investimento em ciência e tecnologia representa apenas 1,13% do PIB, contrastando com 4,9% em Israel, 4,6% na Coreia do Sul e 3,5% em Taiwan.
A participação da ciência e tecnologia no total do investimento doméstico é de pouco mais de 3,0%, enquanto na Coreia do Sul esse componente chega a 16,0%. Assim, o país não tem utilizado plenamente oportunidades globais e internas para acelerar o crescimento.
Desse modo, a análise aponta que o Brasil ainda não integrou de forma satisfatória os fluxos de mercado nem formou um mercado consumidor com potencial de impulso do PIB. O texto enfatiza que a responsabilidade não recai apenas sobre governos, mas sobre a sociedade como um todo na busca por reformas.
Como conclusão, o artigo observa que, embora haja avanço histórico, o patamar atual não permite o ingresso no grupo dos desenvolvidos. O futuro depende de novas oportunidades e de políticas que enfrentem rapidamente as deficiências estruturais do país.
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