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Grande banca europeia desafia EUA com stablecoins, sem frente comum

Bancos europeus avançam com stablecoins em euro para competir com os EUA, buscando interoperabilidade, mas alertam para riscos à estabilidade financeira

El edificio de Caixabank en Barcelona, en septiembre de 2020.
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O grande conjunto bancário europeu acelera a criação de stablecoins lastreadas no euro, buscando maior autonomia em pagamentos frente aos EUA. Várias instituições trabalham em projetos distintos, com metas próximas de lançamento.

Entre os projetos, destaca-se o consórcio Qivalis, que reúne 37 bancos, com forte participação espanhola. A meta é lançar a stablecoin europeia na segunda metade de 2026, reduzindo a dependência de moedas em dólar para transações transfronteiras.

Outra iniciativa vem da Société Générale, pioneira no euro, com a EUR CoinVertible lançada em 2023. A moeda ainda tem captação pequena comparada a players como Circle e Tether, refletindo a fase inicial do mercado na Europa.

O grupo Oddo, francês, anunciou em 2023 a stablecoin EUROD, ligada ao euro, buscando ampliar o ecossistema de pagamentos com moedas estáveis. O avanço ocorre paralelo aos esforços do BCE em oferecer infraestruturas tokenizadas.

Bancomat, rede interbancária italiana, trabalha na EUR.BANK, envolvendo nove instituições italianas. A proposta visa emitir uma stablecoin em euros e integrar-se ao sistema bancário de forma interoperável.

Intesa Sanpaolo, Banca Sella, BPER e Unicredit atuam em dois trilhos: o consórcio Qivalis e a iniciativa italiana de Bancomat. BNP Paribas também participa de ambas, bem como em parceria internacional com Santander.

A lógica central é facilitar pagamentos mayoristas, transações entre bancos e liquidação de grandes operações na blockchain. O objetivo é reduzir fricções frente às soluções dominantes em dólar.

As stablecoins em dólares, emitidas por Tether e Circle, dominam o mercado e concentram liquidez necessária para operações amplas. A pressão geopolítica e a tokenização das infraestruturas estimulam a busca por euros com liquidez suficiente.

O BCE avança com Pontes e Appia, para pagamentos e transações tokenizadas de alto valor. A entidade planeja oferecer liquidação em infraestrutura de blockchain com euros tokenizados já na segunda metade deste ano.

Autoridades lembram os riscos: as stablecoins exigem supervisão estável para evitar impactos na política monetária. A mensagem pública é manter o dinheiro público como referência do sistema.

Isabel Schnabel, do BCE, aponta que a resposta mais sólida envolve manter o dinheiro público como âncora do sistema financeiro. O debate envolve segurança, regulação e liquidez no ecossistema europeu.

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