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Irã fecha Hormuz; setor de serviços cresce em março

Irã fecha o Estreito de Hormuz após bombardeios; navios enfrentam atrasos, seguros mais caros e maior incerteza no comércio global

Imagem feita por drone mostra navios ancorados devido ao fechamento do Estreito de Hormuz
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O IBGE divulgou hoje os dados da Pesquisa Mensal de Serviços de abril de 2026. O volume de serviços aumentou 1,2% em relação a março, revertendo a queda de 1,1% observada no mês anterior. Todos os cinco setores pesquisados registraram crescimento, com destaque para transportes, que subiu 0,9%.

Na comparação com abril de 2025, o setor de serviços cresceu 1,9%, alcançando o 25º resultado positivo consecutivo. O desempenho em transportes foi impulsionado principalmente pelo transporte aéreo de passageiros, que avançou 7,0% em abril, após recuos de 16,6% entre fevereiro e março. A variação está associada à queda de 14,45% nos preços das passagens no IPCA de abril.

Na comparação anual, o principal impulso ficou com o setor de informação e comunicação, com expansão de 6,3%, puxada por desenvolvimento de softwares, consultorias em TI e serviços de telecomunicações. No acumulado do ano, o volume de serviços avançou 2,2% ante o mesmo período de 2025, e nos últimos 12 meses o crescimento é de 2,9%.

Irã anuncia fechamento do Estreito de Hormuz após novos bombardeios americanos

Na noite de ontem, o alto comando militar do Irã anunciou o fechamento total do Estreito de Hormuz, suspendendo o trânsito de qualquer embarcação, incluindo petroleiros e navios comerciais. A medida seria resposta a “ações criminosas” e a novos ataques dos EUA na região de Hormozgan.

O Comando Central dos EUA negou o fechamento total do estreito, afirmando que navios comerciais continuam a passar. Dados recentes indicam que o tráfego reduziu significativamente, sem chegar a zero, segundo relatos da BBC. Empresas de transporte e seguradoras aumentaram prêmios de risco e passaram a desviar rotas.

O Estreito de Hormuz, com cerca de 50 km de largura entre Irã e Omã, já respondia por aproximadamente 20% das exportações globais de petróleo e gás natural líquido do Catar. A região é estratégica para produtores do Golfo, e qualquer interrupção tende a elevar preços de petróleo e frete. Analistas destacam que rotas alternativas não compensam plenamente uma paralisação prolongada.

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