Durante o Anfavea Visions 2026, executivos da Scania, Copersucar e WEG defenderam a coexistência entre eletrificação, etanol e biometano como caminho para acelerar a descarbonização do transporte no Brasil. A conversa ocorreu em 10 de junho, em âmbito no evento. A visão é de que a matriz brasileira permite reduzir emissões sem depender de uma única tecnologia.
Para os participantes, a transição não será comandada por uma única fonte de energia. Diferentes tecnologias devem conviver, cada uma atendendo a operações específicas. O CEO da Scania América Latina, Christopher Podgorski, destacou programas de política industrial, mas pediu previsibilidade para investimentos de longo prazo.
Manzano, da Copersucar, ressaltou o papel dos biocombustíveis na matriz global sem grandes novos investimentos em infraestrutura. Citou o etanol como exemplo: se o mundo aumentar a participação do bio combustível, haveria volume equivalente à produção brasileira atual. O biometano a partir de vinhaça pode ter até 90% menos emissões e custo entre 20% e 30% menor que o diesel, segundo o executivo.
Representando a WEG, Alberto Kuba afirmou que a mobilidade elétrica é prioridade e a eletrificação de veículos comerciais deve avançar. O desafio está na infraestrutura de recarga, armazenagem de energia e integração com a rede elétrica. Baterias poderão servir a residências e empresas no futuro.
Para a Scania, a eletrificação do transporte pesado deve mirar corredores logísticos com viabilidade econômica de recarga, como o eixo Rio-São Paulo-Campinas. Podgorski citou a conectividade e sistemas autônomos como áreas que exigem avanços regulatórios para escala.
Os participantes concordaram que a descarbonização dependerá da coexistência entre fontes de energia, incluindo eletrificação, etanol, biometano e outras renováveis. A defesa é de soluções complementares que mantenham a competitividade do setor, segundo Manzano.
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