FRANKFURT, 12 jun (Reuters) – o Bundesbank afirma que os gastos do governo com defesa e infraestrutura devem sustentar a economia alemã neste ano, impedindo uma recessão em meio a impactos da guerra no Irã e à inflação.
A instituição revisou suas projeções, estimando crescimento de 0,5% para 2026, ante 0,6% anteriormente, e 0,8% para 2027, abaixo de previsões de dezembro. A energia cara é apontada como principal freio ao consumo das famílias.
Segundo o Bundesbank, o efeito fiscal expansionista pode adicionar até 1,3 ponto percentual ao PIB até 2028, compensando parte do choque externo, mas o peso dos custos energéticos reduz o poder de compra.
A inflação deve ficar em 2,9% neste ano e 2,7% em 2027, com a inflação subjacente projetada em 2,6% neste ano, 2,5% em 2027 e 2,3% em 2028. O banco sinaliza possibilidade de nova alta de juros pelo BCE.
Projeções e condições macroeconômicas
O governo alemão também alerta que a demanda pode depender do desfecho dos custos de energia, com o mercado de trabalho não mostrando sinais de recuperação rápida nos próximos meses.
A análise destaca gargalos de abastecimento e demanda mais fraca para as empresas, além de maior incerteza econômica e juros elevados, que podem frear investimentos privados.
O relatório reforça que a atividade econômica da Alemanha tem mostrado recuperação modesta em meio à inflação, com pressões de custos que persistem. As informações são do Bundesbank, divulgadas um dia após recuos de previsões da zona do euro pelo BCE.
A agência ressalta que o cenário global e regional permanece incerto, e que a política fiscal deve manter o impulso para sustentar o crescimento, sem assumir que o ambiente se tornará favorável de imediato.
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