O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma linha de crédito para facilitar a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores de aplicativo. A medida faz parte do programa Move Brasil, voltado a trabalhadores autônomos de transporte de passageiros ou cargas.
A linha de crédito terá início em 13 de julho, com estimativa de até 2,5 bilhões de reais. Podem participar entregadores que comprovem pelo menos seis meses de atuação e um histórico mínimo de 100 entregas já realizadas.
A adesão ocorrerá por meio de um portal digital oficial, que já está disponível para cadastro. A avaliação de elegibilidade ficará a cargo da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, com dados bancários fornecidos pelo interessado.
Entre os itens financiáveis estão motos flex de até 160 cilindradas e motos ou ciclomotores elétricos de até 7.500 watts. Modelos flex e elétricos devem contribuir para a descarbonização da frota em circulação.
Para ciclistas, o programa também liberará bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts, como patinetes motorizados. O crédito máximo por cadastro de pessoa física é de 20 mil reais, podendo contemplar apenas um veículo.
As condições incluem juros diferenciados por gênero: 12,5% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, com financiamento em até 48 meses. Há carência de pagamento de até dois meses no início.
O Fundo de Garantia de Operações (FGO) assegura os recursos, com coberturas de até 50% da carteira. O objetivo é reduzir o risco de crédito e ampliar o acesso ao financiamento.
A medida busca ampliar o acesso a opções de mobilidade mais sustentável para entregadores, alinhando-se a metas de redução de emissões e modernização do setor de entregas no país. O Move Brasil já integra outras linhas de apoio a trabalhadores autônomos.
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