O mercado reage com otimismo às notícias sobre um possível acordo de paz envolvendo Irã. Segundo informações, o presidente dos EUA autorizou a assinatura de um conjunto final de pontos, com expectativa de formalização ainda neste fim de semana. O Irã afirma que o texto está próximo do fechamento, mas aponta mudanças pendentes por parte dos EUA.
Analistas destacam que a aproximação diplomática pode reduzir a tensão na região e favorecer fundamentos econômicos. Enquanto isso, o petróleo recua, com o Brent próxima de 88 dólares por barril, após movimentações de traders e mudanças nas expectativas de política externa.
Mercado e política externa
Nas bolsas asiáticas, o clima é de alta. O índice MSCI Asia-Pacífico ganhou 3,3%, maior alta em dois meses. O Kospi, da Coreia do Sul, avançou mais de 8%, e o Nikkei, do Japão, subiu cerca de 3,5%. Futuros de Wall Street apontam ganho para o S&P 500, com cerca de 0,6%.
Ainda no front global, índices europeus devem abrir em território positivo, com o EuroStoxx 50 projetando ganhos acima de 1,5%. Nos EUA, a curva de juros reagiu à sinalização sobre políticas, com quedas nos rendimentos de curto prazo. O cenário estendia-se a ajustes de perspectivas para 2027 nos futuros de taxa.
Setor tecnológico e juros
A notícia sobre possível acordo também impacta o humor em ativos de risco, especialmente ações tecnológicas, que lideraram a recuperação. O mercado de crédito e renda fixa manteve cautela diante da fluidez das negociações diplomáticas.
No radar corporativo, o debut da SpaceX no Nasdaq aparece entre os temas observados pela forma como a entrada no mercado pode influenciar avaliações do setor tecnológico. A oferta pública inicial da empresa foi precificada para capturar demanda por uma das maiores saídas a bolsa da história.
Entre na conversa da comunidade