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RJ mapeia 600 startups e lança projeto Rio AI City

Mapeamento aponta seiscentas startups no Rio, gerando entre R$ 5,3 bi e R$ 5,8 bi e quinze mil empregos, com o Rio AI City como polo de IA

Marcel Balassiano, Subsecretário Municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro e Daniel Barros, CEO do Maravalley: estímulo aos negócios a partir das startups (Paulo Aragon/Divulgação)
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O Rio de Janeiro mapeou cerca de 600 startups locais e lançou o projeto Rio AI City, durante o Web Summit Rio 2026. O levantamento mostra faturamento entre 5,3 bilhões e 5,8 bilhões de reais/ano e cerca de 15 mil empregos, com o Maravalley abrindo caminho para o ecossistema. A iniciativa busca transformar a economia pela tecnologia.

O estudo, realizado pela prefeitura em parceria com a Riotur e o Maravalley, usa dados da plataforma Zoox Eye. Os números destacam a diversidade setorial e apontam o Centro como polo de concentração, além de indicar vocações estratégicas para Fintech, IA, Healthtech e Energia.

A meta de curto prazo é ampliar o conjunto de startups para 1.000 nos próximos anos, elevando a participação do setor no PIB da cidade. A cidade pretende usar o mapeamento para orientar políticas públicas, investimentos e incentivos.

Concentração geográfica das startups no Rio

O levantamento aponta que 127 startups estão no Centro, 74 na Barra da Tijuca, 68 em Botafogo, 44 em Santo Cristo e 35 em Ipanema. Mais de 66% das empresas ficam a até 10 km do Polo Maravalley, com distância média de 8,8 km. Esse adensamento facilita networking, talento e captação de recursos.

A análise ressalta o papel do Maravalley como centro gravitacional do ecossistema, ao reunir talentos, investidores e empresas em um mesmo eixo. A proximidade geográfica é apresentada como fator estratégico para o crescimento das startups.

Rio AI City: o megacomplexo de IA

O Rio AI City prevê um megacomplexo de data centers de alta densidade na região do Parque Olímpico, Barra da Tijuca, com infraestrutura voltada a energia renovável e refrigeração sem água. A iniciativa é liderada pela Elea Data Centers, em parceria com a prefeitura e a CCPar, sem aporte financeiro direto da gestão municipal.

A primeira fase, já apoiada por investimento de 550 milhões de dólares da I Squared Capital, terá 1,5 gigawatts de capacidade e pode chegar a 3,2 gigawatts até 2032. O projeto projeta atração de dezenas de bilhões de dólares em investimentos ao longo da próxima década.

O objetivo é posicionar o Rio como polo de IA e fomentar a atração de grandes players, além de formar talentos locais. O complexo busca facilitar conectividade com cabos submarinos e utilizar energia 100% renovável e soluções de refrigeração com baixo consumo hídrico.

Impactos econômicos e turísticos

A nova configuração do ecossistema de startups tem efeito direto no turismo de negócios, com participação do Web Summit Rio no aumento da ocupação. O evento elevou o fluxo de visitantes e reforçou o papel da cidade como destino de inovação e reuniões de negócios.

Dados indicam que maio registrou alta de visitantes, com fluxo superior a dois milhões de turistas nacionais e internacionais. A agenda de inovação e conferências é apresentada como fator de fortalecimento do setor hoteleiro e de serviços da cidade.

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