A SpaceX iniciou hoje a negociação de suas ações na bolsa de Nova York, abrindo a sessão com valor próximo a US$ 150 e registrando alta de até US$ 168 até o momento. A empresa captou US$ 75 bilhões com o maior IPO da história, avaliando a companhia em US$ 1,77 trilhão.
No Brasil, o investidor pode acessar o papel por meio do BDR SPCX34, listado na B3. A paridade é de 1:15, ou seja, cada ação nos EUA corresponde a 15 recibos negociados no Brasil. O preço de entrada fica entre R$ 50 e R$ 70 por unidade.
Para o investidor brasileiro, o acesso não requer conta no exterior nem remessa internacional. A operação ocorre via home broker das plataformas de corretoras e bancos de investimento associados à B3.
Dados principais
A oferta teve base de 555,6 milhões de ações e preço de venda de US$ 135, valor fixado desde o início. A abertura completa depende do ajuste entre compradores e vendedores, processo que pode levar a cerca de 10% das ações.
O acordo entre bancos coordenadores envolve mecanismos para evitar quedas bruscas, como o green shoe, que permite vender até 15% a mais de ações. Em caso de queda, o estabilizador compra no mercado.
A maior parte da receita da SpaceX vem do serviço de internet via satélite, com IA em estágio inicial. O desempenho das ações é visto como termômetro para IPOs de OpenAI e Anthropic, também esperados em 2026.
Desdobramentos de mercado
O mercado avalia se a precificação fixa, sem faixa de preço, pode ter deixado dinheiro na mesa ou não. Analistas destacam que a presença expressiva de investidores individuais aumenta a sensibilidade a oscilações.
Ainda segundo o WSJ, a abertura da Nasdaq, que simulou o processo, busca evitar falhas técnicas semelhantes às ocorridas em 2012 com o Facebook. A expectativa é de anúncio de disponibilidade gradual das ações após o ajuste entre demanda e oferta.
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