A Uber decidiu limitar o uso de ferramentas de inteligência artificial após esgotar, em quatro meses, todo o orçamento anual para 2026. A medida afeta principalmente softwares de programação, como Claude Code e Cursor, e estabelece um teto de gastos por funcionário.
Cada colaborador passa a ter um limite mensal de US$ 1.500 para cada ferramenta de IA utilizada no desenvolvimento de software. Ultrapassar esse teto requer justificativa e aprovação interna, segundo informações divulgadas pela Bloomberg e confirmadas pela empresa.
A decisão chega em meio a uma corrida pela IA em diversos setores, onde o custo de operação em larga escala é fator relevante. A Uber reconheceu que o orçamento de 2026 já havia sido consumido no primeiro semestre.
Contexto e objetivo da política
Apesar da restrição, a Uber afirma que não há abandono da IA. A empresa aponta a governança como objetivo principal, buscando adoção responsável e sustentável da tecnologia em áreas como desenvolvimento, jurídico e marketing.
O CEO Dara Khosrowshahi já citou que aproximadamente 10% do código da Uber é produzido com auxílio de agentes de IA, movimento que segue como parte de uma estratégia de expansão controlada.
Desafios de mensurar retorno financeiro
A medida evidencia a dificuldade de demonstrar retorno financeiro direto das iniciativas de IA. Embora ferramentas aumentem produtividade, nem sempre os ganhos se traduzem em resultados mensuráveis para o negócio.
O diretor de operações, Andrew Macdonald, admitiu que é complexo vincular o maior uso de IA a entrega de mais produtos ou funcionalidades. A Uber e outras empresas seguem explorando formas de medir esse impacto.
O caso da Uber reflete uma tendência mais ampla: empresas revisam custos com IA conforme a tecnologia se torna parte do cotidiano corporativo, buscando equilíbrio entre inovação e sustentabilidade financeira.
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