A fintech Stay defende um novo pacto previdenciário que envolve adesão das empresas à capitalização. O tema ganhou espaço após a piora da captação da previdência privada em 2025 e a persistência de déficits da previdência social.
O movimento é apoiado por Tsai Chi-yun, fundador da Stay. A empresa atua na distribuição de planos corporativos, buscando ampliar a participação do setor privado na poupança de longo prazo e reduzir a pressão sobre o sistema público.
Segundo dados de 2025, a captação líquida da previdência privada ficou em apenas R$ 4 bilhões, uma queda de 93,5% frente a 2024. O mercado é fortemente influenciado pela tributação do IOF.
O IOF passou a incidir sobre aplicações acima de R$ 600 mil por CPF nos planos VGBL, segundo fontes do setor. Em 2025, esses planos respondiam por cerca de 88% do mercado, limitando o impulso de venda.
Para Tsai, a solução está na adoção de planos coletivos de previdência privada, com participação da oportunidade empresarial para ampliar o alcance entre trabalhadores de empresas de todos os portes.
A visão dele é que o Brasil precisa de um modelo híbrido, no qual o governo mantém um patamar mínimo de proteção social e o restante migra para capitalização. A transição demanda capital político.
Dados do Censo de 2022 apontam o auge do bônus demográfico, com janela de 10 a 15 anos antes da queda na idade ativa. A partir desse momento, a pressão sobre o regime público tende a aumentar.
A Stay argumenta que a previdência corporativa pode democratizar o acesso, reduzindo a dependência do setor público e promovendo maior inclusão de trabalhadores sem assessoria financeira especializada.
Para ampliar o alcance, a Stay insiste na simplificação de processos, portabilidade ágil e uso de canais digitais. A plataforma busca facilitar investimentos e resgates, reduzindo burocracia.
A empresa também sustenta benefícios sistêmicos da previdência privada: segurança familiar, retenção de talentos e aporte ao desenvolvimento econômico, com cada 1% de PIB em privadamente gerado estimulando o mercado de capitais.
A geração Z é apontada como mais interessada em previdência, ainda que possua patrimônio menor. A expectativa é que a simplificação de acesso facilite adesão mesmo sem incentivos formais.
O objetivo, segundo Tsai, é modernizar a legislação e ampliar a participação empresarial na previdência privada, elevando a eficiência do mercado e o patamar de proteção aos brasileiros nas próximas décadas.
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