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Copom se reúne nesta semana sob clima tenso

Copom sob pressão inflacionária e piora fiscal; cortes da Selic podem permanecer em pausa, com probabilidade de manutenção em torno de 40%

Diante da persistência das pressões inflacionárias, a expectativa de analistas do mercado é de maior cautela no monitoramento dos indicadores - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
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O Copom se reúne nesta semana com o objetivo de definir os rumos da Selic diante da inflação acima da meta e da piora do quadro fiscal. O foco é entender se haverá nova alta, manutenção ou pausa no ciclo de cortes iniciados em março.

No radar, a possibilidade de cortes começa a ser contestada por fatores internos, como o rompimento do teto da meta de inflação. A inflação de maio ficou em 4,79% no acumulado de 12 meses, acima de 4,50%. O cenário eleva a cautela sobre o caminho da política monetária.

Analistas aguardam a decisão com atenção ao comportamento da inflação e à rigidez fiscal. O mercado ainda prevê queda de 0,25 ponto percentual, para 14,25%, nas apostas de curto prazo, mas a probabilidade de manutenção cresce para 40%.

O ambiente externo também pesa. Dados recentes apontam pressão inflacionária global e o conflito no Oriente Médio, que elevam o preço do petróleo e criam incertezas para a política monetária brasileira.

No exterior, o Fed deve manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, após o choque externo causado pelo conflito regional. A perspectiva é de pausa, com atenção aos próximos dados de inflação nos EUA.

Dentro do Brasil, a piora fiscal reforça o custo de rolagem da dívida pública. O mercado precifica juros mais altos no fim do ano, acima de 14%, elevando o prêmio de risco e dificultando cortes adicionais na Selic.

Especialistas destacam que a pauta fiscal, com votações recentes no Congresso, aumenta a incerteza e pressiona a curva de juros. O cenário eleva a necessidade de calibrar ainda mais o messaging do BC.

Segundo economistas, a decisão do Copom pode sinalizar uma interrupção na flexibilização, mantendo a porta aberta para retomar cortes no futuro, dependendo da evolução do cenário inflacionário e fiscal.

Alega-se que o juro real já está elevado e que cortes adicionais devem ser ponderados com cuidado para não pressionar ainda mais dívida pública. A comunicação do BC tende a manter o equilíbrio entre inflação e estabilização fiscal.

Resultados de curto prazo, orientação do mercado e ritmo da economia deverão orientar o Copom. A decisão manteve o debate entre continuidade do ajuste suave e uma pausa para monitorar novos dados.

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