A União Europeia registrou um déficit comercial com a China de cerca de €1 bilhão por dia, segundo dados oficiais. Em abril, as importações da UE vindas da China chegaram a €31,9 bilhões, frente a exportações para o país.
A notícia ocorre enquanto líderes europeus se preparam para uma reunião na quinta-feira para discutir medidas contra o desequilíbrio. O debate envolve a presença crescente de veículos elétricos chineses no mercado europeu.
Dados de comércio indicam que o déficit pode recuar ou piorar em maio e junho, com tráfego ainda não capturado integralmente pela UE, segundo um especialista. Analistas divergem sobre as opções políticas viáveis.
Contexto e perspectivas
Representantes setoriais e autoridades europeias ressaltam riscos para a indústria local, incluindo uma possível dependência de componentes chineses. Comércio e indústria pedem respostas firmes, com foco em quotas e salvaguardas.
A Comissão Europeia avalia opções que não envolvem tarifas, apontando eventuais cotas para químicas e carros híbridos como caminho provável. Beijing nega subsídios desleais e afirma que uma parcela do excedente vem de operações de fábricas UE na China.
Reações e cenários
Executivos do setor metalúrgico enfatizam impactos na produção europeia e a necessidade de frear o avanço de componentes estrangeiros. Já o bloco avalia medidas para manter a competitividade sem elevar tensões políticas.
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