Durigan afirma que a inflação pode ser medida de forma mais alinhada aos hábitos de consumo atuais. Em entrevista à Warren Investimentos, o ministro da Fazenda disse que o cálculo pode evoluir para captar melhor o peso de serviços digitais, como streaming e nuvem.
O ministro ressaltou que a metodologia vigente pode ter defasagens. Hoje, os itens com peso menor no passado carregam impacto menor agora, enquanto serviços digitais pesam mais. O argumento é que o mundo mudou e a avaliação precisa acompanhar isso.
Ele comentou que mudanças metodológicas não são negativas, desde que sejam técnicas e visem aperfeiçoar a medição. Também apoiou aprimoramentos no Boletim Focus, com mais dados e possíveis inclusão de novos indicadores, desde que conduzidos pelo BC e instituições participantes.
Metodologia da inflação e metas
Durigan reiterou que, mesmo com debates sobre a metodologia, não seria alterada a meta de inflação fixa em 3%. O ministro enfatizou a necessidade de manter a credibilidade da política macroeconômica.
Sobre a coordenação entre políticas, o ministro destacou espaço para melhorar a integração entre fiscal e monetária. O objetivo é fortalecer o quadro fiscal do país, sem abrir mão da responsabilidade com a inflação.
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