A proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou força no debate público, com alertas sobre impactos em custos de mão de obra, inflação e produtividade. A análise é feita pelo economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, em entrevista ao CNN Money. O setor produtivo teme aumento de despesas e queda de eficiência.
Segundo Tavares, a velocidade do debate reduz o tempo para que empresas e governo dimensionem os efeitos da medida na economia. O economista aponta que a mudança tende a elevar custos com mão de obra e pode reduzir a produtividade num cenário fiscal e macroeconômico delicado, especialmente com a curva de juros atual.
O especialista suspeita que setores com maior carência de trabalhadores, como serviços, sejam os mais impactados. A redução da jornada poderia acirrar a competição por profissionais e pressionar margens de lucro. A principal dúvida é como as empresas absorverão esses custos.
Impactos esperados
Estimativas preliminares indicam possível efeito negativo sobre as margens, caso não haja ajustes. Bloomberg ou outras fontes citadas enfatizam desafios de transição e adesão ao novo regime. Em termos de vencimentos, o custo total para o conjunto da economia pode ficar entre 9 bilhões e 10 bilhões de reais.
A possibilidade de redução de dias de operação ou encerramento de atividades aparece como alternativa para companhias que não conseguirem equilibrar contas. O levantamento cita ainda a dificuldade de dimensionar todos os desdobramentos da proposta no curto prazo.
Entre na conversa da comunidade