As câmeras digitais voltaram a ganhar espaço entre consumidores mais jovens, quebrando a lógica de domínio dos smartphones. Diante disso, a Fujifilm aumentou a produção da X100VI, de US$ 1.800, mas continua sem atender à demanda.
A tendência retrô atrai a Geração Z, que busca fotos com personalidade para as redes sociais e prefere menos distrações tecnológicas. O mercado de câmeras independentes quase dobrou nos últimos cinco anos, chegando a US$ 5,5 bilhões em 2025, segundo a Camera & Imaging Products Association.
A recuperação não é lineal. Entre 2010 e 2023 houve forte queda nas vendas de câmeras, mas o setor mostra sinais de melhora com o retorno de consumidores que desejam menos perfeição nas imagens. O volume de remessas ainda é o ponto crítico para fabricantes.
A Fujifilm destaca a popularidade da linha X, especialmente entre clientes com até 30 anos. O executivo Yujiro Igarashi aponta que muitos desejam desacelerar diante da sobrecarga tecnológica, buscando fotos com aspecto mais autêntico.
Mesmo com a X100VI, o fabricante relata dificuldade em suprir a demanda. O dispositivo lançado tem preço de US$ 1.800 e mescla estilo vintage com recursos modernos, servindo de exemplo do ressurgimento observado no mercado.
A Instax, linha de filmes instantâneos da Fujifilm, também cresce entre jovens. O segmento de fotografia analógica volta a atrair o público que gosta de imprimir imagens na hora, ampliando a participação da marca no ecossistema fotográfico.
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