O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta segunda-feira (15) na França para a cúpula do G7, com uma agenda que vai além de temas geopolíticos. O foco é reduzir impactos sobre as exportações brasileiras diante de novas barreiras comerciais.
A prioridade é enfrentar duas frentes de pressão: a tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e as restrições da União Europeia a carnes e agropecuários nacionais. Delegação busca evitar quedas no comércio externo brasileiro.
Diplomatas trabalham para viabilizar um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. A reunião ainda não está confirmada, mas é vista como estratégica para reverter ou atenuar a tarifa anunciada pela Casa Branca.
Encontros e alianças
A viagem inclui encontros com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, para alinhavar saídas diplomáticas.
Outra linha de atuação é conter o impacto da decisão europeia que retirou o Brasil da lista de países compatíveis com regras sobre uso de antimicrobianos na pecuária. A medida pode inviabilizar exportações de carne para o bloco a partir de setembro.
O mercado europeu movimenta cerca de US$ 5 bilhões ao ano em compras de produtos de origem animal do Brasil. O governo visa conseguir que a UE reveja a decisão ou estenda o prazo para adequação.
Contexto comercial na agenda do G7
Mesmo com o tema oficial do encontro sendo geopolitica e segurança, a equipe brasileira chega com prioridade econômica. A avaliação é que tarifas e restrições combinadas podem atingirem setores relevantes no comércio externo, em meio a uma desaceleração global.
A estratégia é usar as reuniões bilaterais para tratar de pontos específicos que dificilmente avançariam apenas no debate multilateral. O objetivo é manter o ritmo de exportações brasileiras e evitar abalos maiores.
Entre na conversa da comunidade