A Meta iniciou preparaçōes para freiar o uso de IA entre seus funcionários. A empresa busca monitorar em tempo real o consumo de tokens de IA e custos internos, com o objetivo de evitar gastos que podem chegar a bilhões neste ano. O movimento envolve a implementação de uma plataforma chamada AI Gateway.
Segundo memorando obtido pelo The Information, a proposta surge diante do crescimento rápido do uso de IA na companhia, que estaria desequilibrando os gastos por equipe. O AI Gateway deve apresentar dados de uso e custos em tempo real e enviar alertas automáticos ante picos incomuns.
A Meta planeja estabelecer limites com base no uso individual de cada colaborador e, até 2027, adotar regras de alocação mais rígidas para recursos de IA dentro da empresa. A iniciativa impactaria principalmente equipes de desenvolvimento que usam IA para codificação.
Funcionários deverão utilizar uma ferramenta própria, com orientação para priorizar o MetaCode, assistente interno de programação. A plataforma combina modelos da casa com parceiros externos, mas a Meta pretende reduzir dependência de soluções de terceiros.
A medida acompanha movimentos semelhantes no setor. Recentemente, a Microsoft interrompeu licenças de Claude Code, da Anthropic, e redirecionou usuários para ferramentas próprias, como o GitHub Copilot. O objetivo é manter controle sobre custos e eficiência.
Em meio a discussões sobre gastos com IA, a Meta se junta a outras gigantes de tecnologia que revisam investimentos internos. Relatórios indicam que grandes empresas estudam formas de reduzir custos e priorizar soluções proprietárias.
Especialistas apontam que o controle de consumo de IA pode responder a necessidades financeiras do setor, diante de investimentos robustos em data centers. Estima-se que empresas como Amazon, Meta e Microsoft enfrentem forte demanda por energia e infraestrutura.
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