A migração internacional de milionários deve alcançar um novo recorde em 2026, com 165 mil pessoas trocando de país. O dado, calculado pela New World Wealth e citado pela The Economist, representa um crescimento de 18% em relação a 2025, quando 140 mil ultrarricos migraram.
O movimento ocorre em meio a mudanças nas regras de países tradicionalmente usados por investidores estrangeiros. Portugal endureceu as regras em maio, elevando o prazo de cidadania de cinco para dez anos em Lisboa. Espanha encerrou seu programa de residência para investidores, assim como Malta. A Argentina também abandonou um projeto similar.
Programas de residência em transformação
Apesar das restrições na União Europeia, o mercado global de migração por investimento movimentou US$ 40 bilhões em 2025. Aproximadamente 1.200 empresas atuam nesse segmento ao redor do mundo.
Os Estados Unidos seguem como destino principal, concentrando um terço dos ultramilionários, com patrimônio líquido a partir de US$ 30 milhões. O país abriga cerca de 2 milhões de brasileiros entre os 5 milhões que vivem no exterior.
Movimento por tensões geopolíticas
A escalada de tensões no Golfo impulsiona fluxos de fortunas do Sul da Ásia, Oriente Médio e África em direção à Europa, com Dubai surgindo como alternativa fora do eixo tradicional. O mercado de migração por investimento cresce desde 2019, aliado ao planejamento sucessório e à busca por estabilidade política.
O conjunto de dados aponta que a indústria global alcançou US$ 40 bilhões em 2025, consolidando-se como um segmento relevante da economia internacional. O cenário sugere continuidade dos fluxos, ainda que sob regras mais rigorosas em várias jurisdições.
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