O presidente e COO da Capcom, Haruhiro Tsujimoto, explicou a razão por trás do desempenho estável da empresa nas últimas décadas. Em entrevista à revista Famitsu, ele detalha a transição de foco de desenvolvimento de jogos, priorizando equipes em vez de um único autor. A mudança ocorreu após a abertura de capital na bolsa de Tóquio, em 2000.
Segundo Tsujimoto, o modelo anterior ligava fortemente uma franquia a um criador, o que tornava a continuidade dependente de uma pessoa. Ao adotar um desenvolvimento mais colaborativo, a Capcom ampliou o portfólio de marcas e reduziu riscos associados a títulos isolados.
A mudança central foi reconstruir cada título quase do zero, com participação de múltiplos profissionais. O objetivo foi manter a inovação sem depender de um único criador, mantendo a continuidade mesmo que planos de um indivíduo mudassem.
Pragmata, lançado em abril de 2026, é citado como exemplo do novo funcionamento: ideias surgem de equipes, embora haja uma visão de autor por trás da criação. A prática facilita a transmissão de conhecimento entre gerações de desenvolvedores.
A empresa vive um ano particularmente positivo, com recordes de vendas de Resident Evil Requiem e aclamação de Monster Hunter Stories 3 e Pragmata. Há expectativa de novo sucesso com Onimusha: Way of the Sword, conforme Tsujimoto.
Apesar do momento de alta, as ações da Capcom registraram queda de 38% nos últimos 12 meses. O executivo associa o recuo a movimentos amplos da bolsa japonesa, que afetam, entre outros, ativos culturais, como Nintendo e Sony. Fonte: Famitsu.
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