Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Renegociação de dívidas rurais pode custar R$ 3,5 bi/ano, estima Lupion

Frente Parlamentar da Agropecuária estima custo de R$ 3,5 bilhões anuais com a renegociação, até R$ 45,5 bilhões em treze anos

Foto: Wilton Junior/Estadão
0:00
Carregando...
0:00

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion, rebateu a ideia de que a renegociação de dívidas rurais é uma pauta-bomba fiscal. Segundo ele, o projeto utiliza recursos de fundos constitucionais que não alteram o resultado primário do governo.

Lupion afirmou em entrevista ao Estadão/Broadcast que a estimativa conservadora aponta custo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões por ano ao Executivo, apenas com a equalização de juros. A taxa Selic de referência influencia esses cálculos.

A bancada agropecuária sustenta que o custo total pode cair se a Selic cair. Em projeção de 13 anos, com a taxa atual, seria possível chegar a cerca de R$ 45,5 bilhões. O financiamento viria principalmente de fundos ociosos e do superávit do Fundo Social do Pré-Sal.

A discussão envolve dados sobre inadimplência no setor, que se mantém elevada e afeta bancos, cooperativas e produtores. Fatores como juros, câmbio, custos de fertilizantes e preços de commodities ajudam a explicá-la.

O governo, por meio do Ministério da Fazenda, sustenta que o projeto não cabe entre as chamadas pautas-bomba. O ministro Durigan diz que não há espaço fiscal e classifica a medida como prejudicial ao agronegócio.

Os apoiadores defendem que o projeto é autorizativo, com regulamentação a cargo do governo. A bancada aponta que o texto prevê linha de crédito com funding de fundos constitucionais, remunerando o fundo garantidor, sem impactar o orçamento nominal.

Nos bastidores, há resistência a uma eventual Medida Provisória que trate do tema. O setor reclama de prazos curtos e da falta de participação efetiva do Ministério da Agricultura para destravar as negociações.

A Câmara dos Deputados discute tramitação acelerada para chegar ao plenário antes do Plano Safra, previsto para começar em 1º de julho. A pauta está sob pressão de líderes e da própria Frente Parlamentar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais