A taxa Selic permanece em patamar elevado para o ano eleitoral. Mesmo com a expectativa de redução do juro básico de 14,5% para 14,25% ao ano ainda nesta semana, o Brasil chegará a agosto com a menor taxa desde 2006, período de início de uma campanha presidencial.
O cenário afeta a disputa entre os candidatos ao Palácio do Planalto, já que juros altos influenciam o custo de crédito, investimentos e consumo. A volatilidade da Selic, que impacta a economia real, é tema constante nas conversas entre palanques e analistas.
Quem esteve no centro da discussão histórica foi o ex-presidente Lula. Em 2006, ele disputou a reeleição sob juros em patamar próximo ao atual, encerrando aquele mandato com a Selic em 13,75% e o aperto monetário reunindo impactos políticos e econômicos. A comparação ajuda a entender o peso do tema nas campanhas de 2026.
Panorama para 2026
- Abertura da campanha em agosto eleva a relevância da política econômica na disputa.
- Bancos e investidores monitoram sinais do BC sobre trajeto da Selic e calendário de cortes.
- A incerteza sobre o desfecho da eleição mantém o tema em pauta nas pré-campanhas, com impactos esperados sobre decisões de consumo e investimento.
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