O Copom do Banco Central se reúne nesta terça (16) e quarta-feira (17) para decidir a taxa básica de juros. A Selic está em 14,5%, e a instituição avaliará indicadores da economia brasileira para manter ou reduzir a taxa.
Na última reunião, o comitê reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira aponta que, até o final de 2026, a Selic deve ficar entre 13,5% e 13,75%.
Economista ouvido pela Record News sustenta que, apesar da inflação elevada, o BC deve reduzir a Selic pouco, diante de fatores externos que elevam a inflação mundial. A guerra no Oriente Médio e o aumento de preços de petróleo aparecem como impactos relevantes.
Segundo o analista, uma queda rápida da taxa poderia, num cenário externo desfavorável, provocar inflação descontrolada e exigir reajustes adicionais depois. Ele destaca ainda que pressões inflacionárias já existiam antes de eventos globais recentes.
O cenário internacional, com maior custo de combustíveis e impactos logísticos, é apontado como fator que dificulta cortes mais agressivos. O petróleo influencia preços de bens e serviços, moldando a inflação doméstica e as decisões do Copom.
Para acompanhar as mudanças de política monetária, o Portal Tela continuará acompanhando as próximas divulgações oficiais e análises especializadas.
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