Foi verificado que as publicações que afirmam que 232 empresas brasileiras “fugiram” para o Paraguai durante o governo atual são falsas. A divulgação foi desmentida pela Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, que apresentou dados oficiais do governo paraguaio.
Segundo o levantamento, o número citado não se refere apenas ao período de gestão de Haddad na Fazenda (2023-2026), mas a partir de 2007. O estudo aponta 318 indústrias com aprovação para operar sob a Lei Maquila, de diferentes nacionalidades.
Contexto da Lei Maquila
De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, a Lei Maquila, criada em 1997, visa estimular produção voltada à exportação com tributação reduzida. A aprovação recente de 7547/2025 ampliou incentivos para o setor de serviços, em vigência desde abril.
O pico de pedidos de empresas brasileiras ocorreu entre 2016 e 2020, quando 45 projetos foram aprovados. O Brasil figura como o país com mais empresas no programa, seguido por Argentina, Países Baixos e EUA.
Implicações e desdobramentos
Os registros indicam que o movimento não é exclusivo de uma gestão específica, mas de um regime vigente há décadas. A divulgação também revela que o objetivo do regime é promover desenvolvimento industrial e empregos formais, com foco na exportação.
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