O fim da escala 6×1, aprovado pela Câmara dos Deputados, pode ter impactos diretos nos custos de empresas e tarifas públicas. Segundo a NTU, a mudança pode elevar tarifas de ônibus em até 8%. O estudo considera cenários de ajuste na jornada de trabalho e impactos na mão de obra.
Entidades como Ipea, AHOSP, Fipe e associações setoriais analisam consequências econômicas. A NTU aponta que, com a redução da jornada, os custos de mão de obra podem subir entre 13% e 15%, elevando o gasto operacional total. A estimativa é baseada em simulações próprias.
A Câmara aprovou a PEC que estabelece o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, em dois turnos. A aprovação ocorreu no último dia 27 de maio, em dois turnos, com 472 votos favoráveis no primeiro e 461 no segundo.
Impactos no transporte urbano
A NTU estima que, se a escala 6×1 for encerrada e a escala 5×2 adotada, o custo de mão de obra subir entre 13% e 15%, chegando a 1,17 milhão de reais por mês. O custo representa cerca de 45% a 50% do gasto total.
Setor de saúde
A Fipe, para a AHOSP, aponta perda de até 4,3% das horas contratadas e altas de até 8,4% nos custos de trabalho no setor de saúde. O impacto anual varia entre 7,7 bilhões e 19 bilhões de reais para serviços de saúde.
Outras manifestações setoriais
Seus impactos também são citados por sindicatos, empresários de varejo e indústria, que veem elevação de custos operacionais refletindo em preços ao consumidor. Setores defendem alternativas e ajustes via políticas públicas, sem atribuir responsabilidade direta aos trabalhadores.
Regras e próximos passos
A PEC precisa ainda passar pelo Senado e ser sancionada para vigorar. A transição ocorrerá em duas fases: aos 60 dias, com retorno de dois dias de folga e queda de 44 para 42 horas; após 14 meses, para 40 horas, mantendo 5×2 sem perdas salariais.
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