O Instituto Global ESG, em parceria com o Movimento Interinstitucional ESG na Prática, lança a primeira edição de um estudo sobre o reporte de sustentabilidade no Brasil. A obra analisa a Resolução CVM 193/2023 e os marcos IFRS S1 e S2, no contexto regulatório brasileiro.
Organizadores: Alexandre Arnone e Sóstenes Marchezine. A publicação é da Editora Verde Vida e reúne visão histórica, jurídica e institucional sobre a evolução da divulgação de informações de sustentabilidade. O foco está na transformação regulatória até 2026.
A obra apresenta uma linha do tempo que vai de 2023 a 2026, com destaque para as resoluções CVM 217/2024, 218/2024, 219/2024, 227/2025 e 244/2026. O estudo aborda como esses atos moldam governança, transparência e tomada de decisão no mercado.
Trajetória regulatória e padrões internacionais
O estudo contextualiza a criação do ISSB, a incorporação dos padrões IFRS S1 e S2 e a adoção brasileira pela CVM 193/23. Também analisa a internalização dos CBPS 01 e 02 e a influência de debates institucionais na agenda de sustentabilidade.
A publicação examina temas como materialidade financeira, asseguração independente, governança corporativa e deveres fiduciários. A conectividade das informações e a gestão de riscos são discutidas sob a ótica do mercado de capitais.
Além da análise técnico-jurídica, o livro compara regimes de divulgação em países como UE, Reino Unido, Canadá e Austrália. Também aborda o papel da IFRS Foundation, ISSB, IOSCO e TCFD na consolidação de padrões globais.
Esfera institucional e perspectivas futuras
O estudo mapeia contribuições de entidades como Abrasca, ABDE, Anbima, Febraban, ICS e órgãos de contabilidade e auditoria. A obra contextualiza o debate regulatório com a governança para o desenvolvimento sustentável.
Ao discutir desdobramentos, o livro aponta desafios como convergência regulatória internacional e modelos de transparency qualificada. Também avalia impactos da sustentabilidade sobre governança e mercado nos próximos anos.
A publicação encerra com dimensões prospectivas, incluindo o Movimento ESG na Prática, o Manifesto ESG na Prática e o Programa ESG20+. O texto relaciona o reporte com a Agenda 2030 da ONU.
A obra inaugura uma série sobre a evolução regulatória da sustentabilidade no Brasil. Ela consolida referências normativas, técnicas e institucionais para entender a governança, o mercado de capitais e a arquitetura regulatória nacional.
Dados gerais:
- Editora: Editora Verde Vida
- Organizadores: Alexandre Arnone e Sóstenes Marchezine
- Edição: 1ª
- Páginas: 90
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