O Produto Interno Bruto (PIB) da inteligência artificial nos Estados Unidos alcançou US$ 250 bilhões em 2025, equivalente à dimensão da indústria de aviação comercial, mas em apenas dois anos. O dado vem de estudo do Peterson Institute, assinado por Anton Korinek e Patrick McKelvey.
A pesquisa aponta crescimento de IA ajustada pela qualidade de 2.290% em 2024 e 2.271% em 2025, o maior registro entre setores. No entanto, grande parte desse ganho não aparece nas estatísticas oficiais do PIB.
O que está por trás da aceleração
O estudo distingue três componentes do crescimento. Primeiro, gasto nominal com computação de IA: US$ 37 bilhões (2023), US$ 90 bilhões (2024) e US$ 219 bilhões (2025). Segundo, capacidade bruta de computação, com queda de custos e mais data centers.
Terceiro, e mais relevante, o progresso algorítmico: cada dólar de computação produz modelos mais eficientes. Essa melhoria de qualidade é apontada como o principal motor dos 2.000% de crescimento.
Por que o crescimento é invisível
O PIB mede valor de mercado de bens e serviços, mas boa parte da IA é ofertada gratuitamente ou a preços que caem rapidamente. As estatísticas oficiais não capturam ganhos de qualidade nessa escala.
A análise cita projeções de investimento global em IA, que devem chegar a US$ 2,59 trilhões em 2026, segundo a Gartner. A maior parte desse valor não compõe a produção registrada pelo PIB tradicional.
Implicações para política pública
Os autores defendem que agências de estatística devem criar contas satélite específicas para IA. Sem medir o que a IA produz, não é possível avaliar impactos sobre produtividade, emprego ou desigualdade.
A analogia usada é que medir IA apenas pelo número de trabalhadores subestima a produção: cada unidade produzia mais resultados com o tempo. O ritmo atual da IA exige novos métodos de mensuração.
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