O volume de vendas do varejo brasileiro caiu 1,5% em abril ante março, segundo dados do IBGE. O recuo veio após um primeiro trimestre em patamar recorde, o que amplia a base de comparação e reduz a percepção de impulso da atividade.
Especialistas apontam que a disseminação de variações negativas entre os segmentos indica a perda de fôlego já esperada para o segundo trimestre. As quedas não são uniformes, porém confirmam a desaceleração gradual do comércio.
A projeção central é de uma desaceleração lenta, sem quedas abruptas, mantendo oscilações nos próximos meses. Fatores como juros, inflação, incertezas domésticas e externas, mercado de trabalho ainda aquecido e estímulos do governo influenciam o desempenho do varejo neste ano de eleições.
O IBGE reforça que o período seguinte deve trazer leituras com volatilidade, enquanto a base de comparação elevada dos primeiros meses permanece como referência. Economistas destacam que o cenário precisa ser monitorado para entender a evolução do segundo semestre.
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