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Concessionárias brasileiras de rodovias podem liderar mercado global após leilões

Concessões brasileiras podem dominar o mercado global de rodovias após leilões, com dez mil quinhentos e setenta e nove quilômetros em licitações até dois mil e vinte e cinco e capex de R$ 148 bilhões

Empresas brasileiras de rodovias podem virar líderes globais após ciclo de leilões
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Brasília — o Brasil pode se tornar líder global em concessões de rodovias, segundo o ministro dos Transportes, George Santoro. Projeções apontam uma carteira robusta com leilões previstos e 57 projetos em desenvolvimento, envolvendo Infra SA, BNDES e órgãos que trabalham com o Banco Mundial e o BID, durante a Bienal das Rodovias.

No cenário internacional, as maiores concessionárias por quilômetros geridos são VINCI (França) com 9,4 mil km, Abertis (Espanha) com 8 mil km e Gavio (Itália) com 5,9 mil km. No Brasil, as empresas nacionais lideram entre as privadas, com Motiva em quarto lugar global, seguida por IRB, Pátria e EPR, que atuam em parcerias com grupos estrangeiros.

Panorama do setor no Brasil

Entre 2023 e 2025, o Governo Lula realizou 22 licitações de rodovias, totalizando 10.579 quilômetros e capex estimado em R$ 148 bilhões. A carteira para este ano prevê até 13 leilões, somando 6,2 mil quilômetros.

O ministro destacou o protagonismo do setor privado nos investimentos, apesar de críticas de opositores à privatização. Na visão de Santoro, quem não operar no Brasil fica fora do ranking mundial de concessões nos próximos anos, ampliando a relevância internacional do país.

Investimentos e perspectivas

Entre as maiores concessionárias nacionais, a Motiva ocupa a liderança com 4,47 mil km; a Pátria aparece na sexta posição, com operação na Colômbia; e a EPR, resultado da parceria entre Equipav e Perfin, fecha o top-7 com 3 mil km. As operações no Brasil já envolvem parcerias com empresas estrangeiras em várias frentes.

Santoro também comentou sobre a agenda de juros, chamando a discussão de tema técnico que merece debate mais amplo. O ministro defendeu autonomia do Banco Central e a necessidade de discutir metodologias e políticas monetárias de forma mais ampla.

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