O Itaú Unibanco mantém uma leitura cautelosa sobre o cenário para ações brasileiras. Mesmo vendo potencial de retorno de investidores estrangeiros caso avance o acordo EUA-Irã, o banco não recomenda aumentar a participação de ações nacionais na carteira.
Entre os freios, o Itaú aponta riscos como a não concretização do acordo, a incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e a possibilidade de preços de petróleo mais altos. O estrategista-chefe Thomas Wu explicou a posição em coletiva nesta quarta-feira.
Para Wu, há incerteza relevante sobre o efeito de fluxos globais no Brasil. Um fluxo de capitais não implica necessariamente alta na bolsa, lembrou o analista, que vê fatores adicionais pesando sobre o mercado.
O relatório do Itaú também ressalta que os resultados corporativos do primeiro trimestre vieram, em boa medida, abaixo do esperado, com inflação mais alta e Selic com trajetória menor de queda. Isso aumenta a cautela sobre o cenário.
Quanto à política monetária, o banco prevê inflação pressionada e atividade global resiliente. A leitura é de que o Banco Central deverá reduzir menos a Selic do que o esperado, projetando o fim do ano próximo a 14% ao ano. A instituição não anunciou mudanças na recomendação de ações brasileiras.
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