O leilão de relógios da Phillips em Nova York quebrou recordes, somando 75,8 milhões de dólares. O resultado consolidou a maior venda de relógios já realizada nos EUA, superando a marca anterior de 43,5 milhões de dólares, estabelecida pela própria casa em dezembro.
O dado estratégico do mercado de arte envolve compradores institucionais e colecionadores privados que participaram da audiência online e presencial. A Phillips destacou a diversidade de peças que contribuíram para o volume recorde, ampliando o peso do segmento de relógios de luxo no cenário americano.
Paralelamente, o mercado observou mudanças na estrutura de algumas megacasas. A Pace Gallery anunciou cortes que afetaram 50 funcionários e 50 artistas, o que sinaliza uma reconfiguração de sua operação diante de pressões de mercado e de estratégias de crescimento.
A administração da Pace, liderada pelo CEO Marc Glimcher, atribuiu as medidas a uma necessidade de ajustar o modelo de negócios a práticas de calibração de oferta e demanda. Em entrevistas, o executivo chamou as mudanças de uma “correção de modelo” orientada ao equilíbrio entre ambição e sustentabilidade.
Entre críticos e profissionais, a repercussão das ações de Pace gerou respostas diversas. O jornal New York Magazine descreveu a ambição da galeria como questionável, destacando a percepção de que a empresa tornou-se um centro de marca, com foco em marketing e crescimento rápido, em detrimento de uma estabilidade mais longa.
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